Informalidade atinge 43% dos trabalhadores

Carteira de trabalho assinada é passaporte de cidadania. Sem ela, o trabalhador fica nas mãos da insaciável gula do patrão. O 13º salário fica comprometido, assim como férias, FGTS e recolhimento de impostos por parte do governo.

Na administração Temer, a carteira ficou mais rara do que a ararinha azul do Pantanal ou o Mico-Leão-Dourado. Números demonstram, na prática, o que estamos afirmando há anos.

Segundo matéria da Folha de S. Paulo, “a cada 10 brasileiros que estavam trabalhando no terceiro trimestre deste ano, cerca de 4 atuavam na informalidade, conforme dados da mais recente Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)”.

A perversa reforma trabalhista deu aval para um autêntico vale-tudo nas relações entre capital e trabalho.

Entre junho e setembro, o país registrou 92,6 milhões de pessoas ocupadas. Dessas, quase 43%, ou 39,7 milhões de pessoas, não tinham carteira assinada, somando empregados do setor privado e público sem registro, trabalhadores por conta própria sem CNPJ, trabalhadores doméstico sem carteira e quem trabalha em família.

“Esse é o maior percentual trimestral registrado pela Pnad desde que o levantamento começou a separar os conta própria com e sem CNPJ, no fim de 2015”, registra a Folha.


O formal no Brasil de hoje é o informal. Portanto, quem está pagando as contas dos sucessivos governos petistas, mergulhados na lama da corrupção, é a sociedade, o povo brasileiro.

Uma coisa é certa. A extensa rede que o governo de Jair Bolsonaro vai estender no mar para pescar corruptos, jamais pegará o trabalhador. Ele jamais teve nada a ver com tanta roubalheira, apesar de, injustamente, estar pagando a conta.

E mais: quando o profissional entra para a informalidade, seu salário é achatado. Empresários estão se utilizando de tal método para lucrar ainda mais no lombo de quem trabalha – e muito – para levar o pão para casa.

Que me desmintam os que julgarem que eu esteja errado.

Ramalho da Construção

Presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo (Sintracon-SP)




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