Já que vale tudo é caso de chamar o síndico: Tim Maia!

Dilma Roussef, que até o último dia 16 de março era a presidenta da República, decidiu abrir mão de seu esquálido poder. Fez isso ao nomear Lula como ministro da Casa Civil, com amplos poderes.
Dias antes, como a história imediata já reconhece, milhões de brasileiros foram às ruas com foco absoluto em três questões: o impeachment de Dilma, a prisão de Lula e total apoio ao juiz Sergio Moro.
Sem osso e com sangue de barata, a então mandatária do País deu um pontapé na soberana vontade do povo. Desprezou a voz das ruas. Preferiu jogar a República na lona para não deixar o poder, num ato mesquinho que mancha sua biografia de vez por todas.
Ligações grampeadas pela Justiça se seguiram ao ato. E numa delas ficou claro que o objetivo era livrar Luiz Ignácio das grades da prisão devido a tantas e tantas histórias mal contadas e pessimamente explicadas.
Foi um claro golpe nas instituições. Sim, pois em outras gravações, o antes “Lulinha Paz e Amor”, agora travestido de guerreiro insano de seus próprios interesses, esculhambou Judiciário, Legislativo e Executivo em menos de meio minuto.
Aviãozinho de elite propagou pelos céus de Copacabana que não haveria golpe.
Mas o que aconteceu com a nomeação de Lula foi um duro e covarde golpe contra a sociedade.
O anúncio foi uma humilhação à Dilma e ao País.
É um absurdo que um senhor em vias de ser preso por corrupção seja nomeado ministro. Isso seria tratado como deboche em qualquer gafieira, reduto, onde se sabe, exige respeito.
Em decisão de hospício, Dilma escolheu o enfrentamento. E fez isso num momento em que o país mais precisa de gestos de conciliação e palavras serenas.
Há um autismo político por parte do PT, além de esquizofrenia moral aguda.
O povo respondeu imediatamente ao golpe branco, ou melhor, vermelho petista. Quem não saiu às ruas bateu panelas, fez buzinaço, acendeu e apagou a luz de casa de forma intermitente.
Diante do ato, espúrio, o dólar subiu e a bolsa de valores submergiu.
Viramos chacota nas páginas da mídia internacional. E hoje ninguém se arrisca a comprar um carro usado pelo governo brasileiro.
O governo Dilma acabou. Lula está em seu terceiro mandato. A atitude desprezou a vontade das urnas e feriu de morte a nossa Democracia.
Muita água ainda correrá por debaixo da ponte. O curso do rio Brasil continuará trazendo tranqueiras de hoje e de outrora em suas correntezas.
Ficou claro que Lula tem medo de Moro. Quer fugir de suas garras e submeter seus erros à uma instância que lhe é mais confortável, o Supremo Tribuna Federal (STF) que ele mesmo denominou covarde.
“Em política pode tudo”, afirma o ministro da Educação, Aloízio Mercadante, pego de calças na mão em outra gravação de derrubar o Executivo.
Com a bola, o STF, a Justiça Suprema!

Ramalho da Construção
Sindicalista e deputado estadual pelo PSDB de São Paulo

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