Mexer nas Normas Regulamentadoras de saúde e segurança do trabalho, não!!!

As Normas Regulamentadoras (NRs) de segurança e saúde no trabalho vão passar por um amplo processo de modernização. O anúncio foi feito no dia 9 de maio pelo secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho.

 

Ora, caros, se o governo quer mudar é para pior. Bolsonaro é o tipo do caso de gente que não se precisa nem ver para crer. Vem mais um conjunto de maldades por aí, certo?

 

Marinho alega ser preciso trazer investimentos para o Brasil. E que isso passa pela criação de um ambiente propício, acolhedor e saudável para quem vai empreender. Por isso a importância da desburocratização e da simplificação de regras.

 

Ora. Quer simplificar e desburocratizar as normas regulamentadoras que dão segurança para o trabalhador no ambiente de trabalho? Os gringos vão instalar é um gigantesco moedor de carne em nosso País. Para eles, importa o lucro e não a vida de quem dá duro para abarrotar seus cofres de dinheiro. Pior, nosso governo também pensa assim.

 

“Hoje, há custos absurdos em função de uma normatização absolutamente bizantina, anacrônica e hostil”, disse o secretário, que nunca deve ter pegado numa pá. Picareta não digo, pois isso ele é…

A primeira norma a ser revista será a NR-12, que trata da regulamentação de maquinário, abrangendo desde padarias até fornos siderúrgicos.

 

Segundo Marinho, que tanto desserviço já prestou à classe trabalhadora, a “modernização” atingirá todas as NRs e outras regras.

 

Sou do setor da Construção Civil, um dos segmentos econômicos que mais matam trabalhadores, vítimas de acidentes de trabalho.  

 

Vivo a realidade. E tal realidade demonstra que o governo vem, paulatinamente, diminuindo o grau de fiscalização, deixando os operários ao Deus dará.

 

Aumentar o número de fiscais, Bolsonaro não propõe. Para ele, é como se, para melhorar o Brasil e deixá-lo mais competitivo, é preciso eliminar a nossa mão de obra.

 

“Nossa intenção é reduzir regras em até 90%”, diz o discípulo de Belzebu.

 

A preocupação, em Brasília, é com a saúde das contas públicas, principalmente para atender os interesses da população mais pobre e mais frágil.

 

Pois bem. Pobre e frágil são as propostas do Bolsonaro. O movimento sindical, tenho a certeza, não permitirá que se mexa nas normas regulamentadoras. O ano promete. Não acredito que o governo Bolsonaro coma castanha nas festas de fim de ano. Traição, o povo brasileiro não tolera.

 

Ramalho da Construção

Presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo




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