Minha Casa poderá ter cota para trabalhadores da Construção

Enquanto empreiteiras deixam as páginas de empreendimentos e economia para ilustrar as policiais, uma vez que estão metidas até o pescoço no desvio de propinas para manter um governo corrupto no poder, seus trabalhadores ganham salários de fome.
Aos que de fato constroem o País com suas próprias mãos e suor, nada. A esmagadora maioria de quem atua na Construção Civil, nem casa para morar tem.
Quantas vezes estive nos canteiros de obras e perguntei: Quem aqui está incluído no Programa Minha Casa, Minha Vida? Das centenas, dos milhares, ninguém levantava a mão.
Agora surge uma esperança para desfazer tamanha injustiça.
A Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) está analisando, em caráter terminativo, o Projeto de Lei do Senado (PLS 331/2015), que destina 5% das casas construídas no âmbito do Minha Casa aos trabalhadores da Construção Civil.
De autoria da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), o projeto é relatado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), favorável à proposição, à qual não foram apresentadas emendas.
Vanessa argumenta que as exigências burocráticas do Minha Casa Minha Vida impedem que segmentos manifestamente carentes de atendimento habitacional sejam beneficiados.
“No caso dos trabalhadores da construção civil”, observa, “essa exclusão é particularmente perversa, uma vez que esses trabalhadores são a mão de obra responsável pelo sucesso do programa”.
Com efeito. Dados oficiais citados por Vanessa indicam que até 15 de novembro de 2014 foram contratadas 3,75 milhões e entregues 1,87 milhão de moradias no âmbito do Minha Casa Minha Vida.
Apesar disso, destaca a senadora, ainda há amplas parcelas desassistidas – nelas incluídos os trabalhadores da construção civil – e que continuam a residir em condições bastante precárias.
Vanessa Grazziotin merece um voto de louvor!

Ramalho da Construção
Sindicalista e deputado estadual

siga-nos