Ministério do Trabalho diz que desemprego na construção civil diminui

De acordo com o Ministério do Trabalho, o índice de desemprego na construção civil, em 2017, diminuiu. Em 2015, 416.689 pessoas perderam seus empregos; em 2016, 361.874; já em 2017, 103.968.
 
Os números, teoricamente, expõem uma reação do setor neste último ano. Contudo, segundo a gerente do Departamento de Base -Visitação em Obras do Sintracon-SP, Ana Paula Tavares, é necessário analisar mais detalhadamente este cenário.
 
“Olhando os números, acreditamos que o índice de desemprego diminuiu mesmo. No entanto, precisamos analisar também toda a categoria. Se, em 2015, 416 mil foram demitidos, em 2016 não pode ter o mesmo número. Por exemplo, digamos que em uma empresa com 500 funcionários, 400 são mandados embora. No ano seguinte não tem como demitir 400 novamente. Acontece da mesma forma no mercado de trabalho”, explica a gerente. 
 
Para o presidente do Sintracon-SP, Ramalho da Construção, o mercado parece reagir, mas não com a magnitude que deveria.
 
“Em todas as oportunidades que tem, o Governo Federal, em pleno período eleitoral, diz que o Brasil está entrando nos trilhos do desenvolvimento. Mas, nós, que vivemos todos os dias no prédio do Sintracon-SP, não vemos isso. O que enxergamos é um monte de trabalhador perdendo seus empregos por conta da instabilidade da economia brasileira, que cresce muito devagar”, relata Ramalho.
 
Informalidade
 
Além do problema do desemprego, outra questão intriga o presidente: “Quanto mais gente é demitida e fica desempregada, mais o trabalho informal cresce, o que não é bom para o trabalhador, pois, infelizmente, nem todos os direitos trabalhistas são exercidos neste caso. Hoje, cerca de 52% dos trabalhadores  da construção fazem os famosos bicos”, finaliza.

 

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