Mobilização das centrais em defesa dos direitos dos trabalhadores

O ato foi decidido em uma assembleia de caráter nacional realizada em 26 de julho.
As centrais Força Sindical, NCST, UGT, CUT, CSB e CTB, diante destas tentativas de retirada de direitos por parte do governo e do setor patronal, resolveram, em unidade de ação, partir em defesa das conquistas históricas dos trabalhadores.
Pois é. As coisas no Brasil chegaram a tal ponto que os pessimistas viraram realistas. Nunca antes a frase “só piora” foi tão verdadeira. Entra governo, sai governo e é um tal de valha-me Deus…
Temos 12 milhões de desempregados em nosso País. Juros estratosféricos. Empresas se encontram na bacia das almas. Não há produtividade. O crescimento brasileiro não só estancou como, a lá Michael Jackson, desliza para trás. O governo o que faz? Poupa as elites e pune o povo. Quer tirar antigos direitos da classe trabalhadora. Promove redução de salários. Atenta contra a Previdência Social com decisões unilaterais, bem goela abaixo mesmo.
A Nação foi saqueada de forma avassaladora. Nem os piratas mais ferozes teriam tanta falta de vergonha e compaixão. Detonaram as finanças públicas. Exterminaram estatais, drenando dinheiro por corrupção. E quem paga a conta? O brasileiro, o trabalhador, aquele que acorda de madrugada para garantir o leite do caçula.
Entre as propostas trazidas pelo documento, tirado na reunião de 26 de julho, as centrais propõem:
. Juros menores, direcionados ao consumo e aos investimentos na indústria e no comércio;
. Adoção de políticas que estimulem a geração de empregos, renda e direitos sociais;
. Valorização da política do salário mínimo;
. Correção da tabela do IR;
. Valorização dos aposentados e pensionistas por meio de melhorias nos benefícios;
. Não à retirada de direitos e uma política de valorização dos servidores públicos.
Como se vê, o movimento sindical tem propostas para que o Brasil retome o caminho do desenvolvimento econômico e a geração de empregos.
Mas a pergunta que não quer calar é: O governo se importa com isso tudo?
Por 25 centavos, a juventude saiu às ruas recentemente. Deu uma lição de cidadania clara. Mas onde estão esses jovens que não se rebelam contra os juros do cheque especial, os juros do cartão de crédito.…
O governo quer mudança de cálculos da aposentadoria. Isso fará com que esses jovens trabalhem até a beira da morte. Não é caso de abarrotarem as ruas e as praças públicas desse País?
 

Ramalho da Construção

Sindicalista e deputado estadual pelo PSDB-SP


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