Moradia digna deveria ser constitucional

Artigo: Ramalho da Costrução 

O Governo Federal acaba de lançar o programa habitacional Casa Verde e Amarela, seguindo os moldes do antigo Minha Casa Minha Vida, mas com algumas melhorias e avanços: não será mais composto de faixas e, os juros mínimos, variam de 4,25% a 7,66%. 

A notícia é boa. Enfim, a atual administração, em Brasília, descobriu o potencial da Construção civil para fazer girar a roda da economia, com mais produção, riquezas, empregabilidade e divisão de renda. 

Todavia, o mecanismo é sempre o mesmo: o de relacionar o sonho da casa própria do brasileiro com a política, na tentativa constante de angariar votos e manutenção do poder. 

Falamos a mesma coisa com relação ao Minha Casa, no governo petista. Bolsonaro segue o mesmo caminho, coalhado de oportunismo eleitoreiro. 

Quando se investe R$ 1 bilhão na construção, gera-se 15.157 empregos diretos e com carteira assinada. Mais os indiretos, esse número supera os 51 mil. Além disso, o montante investido representa a construção de 13.788 moradias.

São números expressivos de um segmento que não deveria ser carimbado por bandeiras partidárias ou ideológicas.

Em 2008, através da PEC da Moradia Digna, personalidades ligadas à Construção Civil ofereceram um caminho seguro e não relacionado à mera vontade política dos mandatários de ocasião.

Pela PEC, 2% do orçamento da União seria, obrigatoriamente, direcionado à realização do sonho da casa própria. Nos estados e municípios, 1%. Assim, o Brasil e sua sociedade escapariam não da política, mas dos politiqueiros que se sucedem.

Ramalho da Construção

Presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo

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