MRV vacina trabalhadores contra a Febre Amarela

Em meio ao surto da Febre Amarela, a construtora MRV disponibilizou, nesta sexta-feira, 16, mais de 200 doses da vacina para os operários que trabalham na obra do Jardim Iris, localizado na Zona Norte de São Paulo. O programa de prevenção, organizado junto ao SUS (Sistema Único de Saúde), levou uma enfermeira ao canteiro para aplicar a dose fracionada nos trabalhadores presentes na obra. 


Para o presidente do Sintracon-SP (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo), Ramalho da Construção, a atitude da construtora deve servir de espelho para as outras empresas do mercado brasileiro.

 

“Finalmente estamos aqui para falar de coisa boa que está acontecendo no canteiro. Estive nesta obra ontem, quinta-feira, e, além de a empresa agir corretamente com os trabalhadores, quanto ao pagamento de salário e condições de trabalho, ela vacina seus operários para protegê-los. Realmente é de se tirar o chapéu. As outras empresas, em vez de agirem contra a classe operária, poderiam se espelhar na MRV”, afirma Ramalho.

 

Geovan da Silva, de 36 anos, é carpinteiro há 15 e vê este projeto como fundamental para os trabalhadores da obra: “Estamos em uma área de risco, não é? Então precisamos tomar esta vacina. Eu não tinha tomado ainda por conta das filas nos postos de saúde. Mas que bom que a empresa pensou na gente e fez esse programa de vacinação”, comenta o Geovan.

 

Alerta

 

Maria Aparecida, de 57 anos, é auxiliar de enfermagem e era a responsável pela aplicação das doses medicinais. De acordo com a profissional, o procedimento pode gerar alguns sintomas e existem pessoas que não podem ser vacinadas.

 

“A maioria dos pacientes não têm reação, mas, às vezes, eles podem sentir mal-estar e febre. Quem tem lúpus, HIV, é transplantado ou alérgico a ovo, não pode tomar a vacina também”, instrui Maria Aparecida.

 

Quem se encaixar em um desses perfis deve procurar um médico imediatamente e seguir suas recomendações.

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