Mulheres ganham menos e gastam mais tempo com familiares

O Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo (Sintracon-SP), que tenho a honra de presidir, sempre esteve ao lado das mulheres na luta por igualdade de direitos. Foi um dos primeiros a integrar as companheiras em sua Diretoria, com poder de mando e veto.
 
Por isso, a entidade ficou descontente com os resultados de recente pesquisa do IBGE, que afirma: “As mulheres brasileiras ainda ganham menos e consomem mais tempo do que os homens com os cuidados da casa e de familiares”.
 
Com efeito, as trabalhadoras dedicaram 73% a mais de horas a cuidados de pessoas ou afazeres domésticos do que homens em 2016. Foram 18,1 horas semanais para as mulheres e 10,5 horas para os homens. 
 
Em relação aos rendimentos médios do trabalho, as mulheres seguem recebendo cerca de 3/4 do que os homens recebem.
 
Mas as mulheres são exemplos de luta. Nos últimos 30 anos, o nível de escolaridade delas cresceu em relação aos homens.  
 
Demonstra o IBGE que, na faixa etária de 15 a 17 anos, a frequência à escola ficou em patamar muito próximo para ambos (87,1% para mulheres e 87,4% para homens). Já na faixa entre 18 e 24 anos, a frequência delas é superior (34,1%) à dos homens (31,6%). Na população de 25 anos ou mais com ensino superior completo, os homens aparecem com 13,5%, abaixo das estatísticas femininas, que apontam (16,9%).
 
Portanto, as companheiras revelam mais vontade de estudar e, assim, evoluir, sem jamais deixarem de ser o principal alicerce da família, algo mais do que louvável, sagrado.
 
Ramalho da Construção
Presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo

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