O Brasil se une em uma só voz contra a PEC 287

Na quarta-feira, 15 de março, o Brasil uniu-se em mais de 20 cidades e mostrou sua insatisfação com as reformas propostas pelo governo Michel Temer. Em São Paulo, sindicalistas, estudantes, integrantes de movimentos sociais e servidores, mobilizaram-se na Avenida Paulista, às 16 horas, e protestaram contra a reforma da Previdência.

A Proposta de Emenda Constitucional que prevê a reforma (PEC 287/2016) é analisada no Congresso Nacional e precisa ser aprovada para entrar em vigor. Contudo, a classe trabalhadora luta nas ruas com o objetivo de evitar a legitimação da medida.

O presidente do Sintracon-SP (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo), Antonio de Sousa Ramalho, o Ramalho da Construção, reprova a proposta originada pelo Governo Federal e promete lutar até o fim, sempre em defesa da classe trabalhadora.

“O Sintracon-SP continuará fortalecendo o movimento contra a Reforma Previdenciária. Ontem (15), nos mobilizamos na zona sul da capital com trabalhadores da construção civil e percorremos avenidas da Zona Sul em passeata para reivindicar os nossos direitos. Será assim até o fim”, afirma Ramalho.

 

Mobilização

Além da passeata na Avenida Paulista, às 16 horas, a quarta-feira foi turbulenta na capital paulista. O Sindicato dos Metroviários de São Paulo definiu, em uma assembleia na noite do dia anterior, que o metrô não funcionaria e a paralisação duraria 24 horas, da meia noite do dia 15 às 23h59 do mesmo dia. O Sindicato dos Condutores de São Paulo, por sua vez, definiu, também, que os ônibus continuariam estacionados das zero hora às 8 horas.

Dessa forma, diversos cidadãos paulistanos sentiram dificuldade de se locomover na cidade. A opção mais simples, no entanto, foi solicitar os serviços de carona, como os táxis e os carros administrados pelo aplicativo UBER. Contudo, nem todo mundo teve condições de desembolsar a quantia elevada dos serviços, que utilizaram a bandeira dois, no caso dos táxis, e a tarifa dinâmica, no caso do aplicativo UBER. Com os preços elevados, a população, sem saída, deixou de encarar os compromissos do dia-a-dia e tenta retomar a vida normal nesta quinta-feira, 16.

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