“O mergulho na vida digital impõe formas de instigar a curiosidade intelectual do jovem&

José Renato Nalini começa sua matéria afirmando que há total consenso, no universo educacional, quanto à revisão do chamado ensino médio, pois os jovens não aceitam a transmissão de conhecimento na modalidade presente.
“O principal defeito do sistema é o seu quase total alheamento da realidade. Não se consegue mostrar ao aluno que o acervo de informações ministrado em sala de aula tenha utilidade prática para uma vida futura muito diferente. Menos ainda interessá-lo a memorizar dados disponíveis em qualquer ‘móbile’.
Argumenta bem o secretário quando analisa que estamos em nova era, com tecnologias inexistentes há poucas décadas. E que, todavia, as aulas continuam idênticas às de antes. “Há quem diga que, em termos de escola, fazemos o mesmo há séculos”, registra.
Para Nalini, “o mergulho irreversível na vida digital impõe a adoção de todas as fórmulas para instigar a curiosidade intelectual do jovem”. E pontua ser preciso se servir das possibilidades abertas por esta profunda mutação para alicerçar uma busca mais consciente e direcionada do conhecimento.
“Há muito a ser feito. Quando os bons não fazem a sua parte, o mal cuida de ocupar esse vácuo”, alerta José Renato Nalini em seu artigo que merece ser lido e relido, tanto pela lucidez quanto pelo conteúdo de grande interesse social.
 
Ramalho da Construção

 

Sindicalista e deputado estadual pelo PSDB-SP

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