Orgulho é o nome da obtusidade córnea de Dilma

O orgulho, desde que sem exagero, é coisa boa, que todos nós devemos ter até para elevar autoestima.
Mas tal sentimento torna-se extremamente nocivo quando é colocado à serviço da vaidade, tornando-se burrice.
É o orgulho à serviço da burrice que está acabando com o currículo da presidenta Dilma Roussef.
Ela sabe de sua falta de condições de continuar governando. Tem consciência de haver perdido a musculatura que sustentava sua base de apoio. Não lhe é segredo, também, sua falta de popularidade, estacionada, segundo pesquisas idôneas, em menos de dois dígitos.
Consequentemente, Dilma se sente bafejada pelo ar que, à sua consciência patriótica, teima em lhe aconselhar a sair do trono, até por motivos cívicos, significativos.
O orgulho excessivo, porém, tornou-se, para a presidenta, um muro intransponível, podendo levar a graves prejuízos institucionais para o Brasil.
Dilma teima. E o País adorna.
Com isso, a tão propalada crise vai, como traça, desfigurando o rico pano que constitui a Nação.
Em São Paulo, a locomotiva da economia brasileira, vemos um rastro de empresas desativadas, levando, com elas, produção, riquezas, empregos e renda.
No espaço de um ano, apenas doze meses, 4. 451 delas, todas do importante segmento de transformação, fecharam suas portas.
Esse número é 24% superior ao mesmo período de 2014, quando 3.584 fabricantes deixaram de atuar, segundo a Junta Comercial.

Montante sobre montante, calculamos, aí, nada menos do que 8.035 empresas fora do ar. Só em São Paulo…

Como afirma o jornal O Estado de S. Paulo, “o quadro se estende por todo o País, formando um cemitério de fábricas de variados setores, muitas delas fechadas definitivamente, algumas em busca de alternativas para voltar a operar e outras à espera de compradores”.

O quadro é desolador. A política, de terra arrasada. Dilma colocou o orgulho a serviço da burrice. Um pecado mais do que capital.

Ramalho da Construção
Sindicalista e deputado estadual

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