Os “Haddares” de Haddad

Responda rápido: Qual a principal obra do prefeito Fernando Haddad em prol da cidade de São Paulo?
Estou certo. Ninguém respondeu que foi a construção de uma avenida, de um viaduto, praça, moradias populares, saneamento básico, educação, saúde etc. etc.
A esmagadora maioria, ou a totalidade, respondeu sem filosofar, que foram as ciclovias.
Ou seja. Haddad passou quatro anos pintando faixas vermelhas em ruas, avenidas e logradouros da terceira maior metrópole do mundo.
E as pintou sem qualquer embasamento técnico, de engenharia de transportes, pois muitas das ciclovias trombam com árvores, postes e muros residenciais.
Não são planejadas, óbvio. Impedem entrada de garagem e, em especial, atrapalham o vai e vem do comércio e de grandes empresas.
Mas sinto ímpetos de sair em defesa de Haddad.
Em seu governo, ele não fez apenas ciclovias.
Investiu nosso dinheiro de impostos em radares.
O número deles cresceu 57,5% durante sua gestão.
Para o prefeito, motorista é inimigo a ser combatido com tenacidade.
Em janeiro de 2013, a fiscalização desses malfeitores do asfalto era feita por 587 desses equipamentos.
Hoje, temos 925 radares espalhados por todas as regiões da Capital bandeirante.
Os mais crédulos dirão que não é possível todo esse exagero. E, de certa forma, estão certos, pois ninguém vê os radares de Haddad. Estão estrategicamente escondidos…
Para obter sucesso em sua indústria de multas, Fernando Haddad diminuiu a velocidade dos ratos. Assim, ficou mais fácil flagrá-los em imensas ratoeiras tecnológicas.
Termino com uma afirmação ao prefeito:
Haddad, você passou quatro anos e não fez absolutamente nada por São Paulo, a não ser encher a paciência da população.

Ramalho da Construção
Sindicalista e deputado estadual pelo PSDB (SP)

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