Patrões exploram conquistas do sindicalismo e as tomam como suas

A juventude vai procurar emprego. Bate de porta em porta. Joga toda a sua fé na esperança de conseguir entrar para uma corporação que lhe garanta vale-refeição, assistência médica, vale-transporte, PLR (Participação em Lucros ou resultados), assistência jurídica e tantos outros benefícios.
A empresa, a corporação, que hoje oferece tantas vantagens, historicamente lutou contra essas medidas.
Foram necessárias greves e muita mobilização para que os trabalhadores pudessem ter um mínimo de dignidade. E nesses movimentos, pauladas, choques, gás lacrimogênio e de pimenta…
No setor da Construção Civil, as construtoras aplicam o canto da sereia, dizendo que oferecem café da manhã completo, com dois pãezinhos com queijo, fruta de época e um pingado de copo cheio.
Alardeiam, também, que o trabalhador, se fizer parte de suas fileiras, terá direito a lanche da tarde, seguro de vida, cesta básica (ou vale-alimentação), duas mudas de uniformes completos.
Pois bem. Saibam os jovens que estão fazendo cortesia com chapéu alheio. Pois tudo isso, quem obteve em Convenção Coletiva de Trabalho, foi o Sindicato.
Assim é o sistema. Transforma ideologias em produtos para serem vendidos como modernidade nas relações de trabalho.
Dizem as elites que concedem aumento todo ano, por vezes, com percentual acima da inflação. Mas escondem, nisso tudo, a participação decisiva dos sindicatos, que negociaram essa remuneração à exaustão, enquanto eles, patrões, só sabiam dizer não.
O governo neoliberal de Michel Temer altera a Constituição. Em vez do poder emanar do povo e ser exercido pelo e para o povo, o faz trocando povo pelos donos dos interesses econômicos.
A juventude precisa saber da história. E, nessa história, o sindicalismo é, de fato, o grande protagonista.
 
Ramalho da Construção
Sindicalista e deputado estadual pelo PSDB-SP

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