Patronais têm que cortar jantares e nababescos eventos para sobreviver à reforma trabalhista

A reforma trabalhista, como se sabe e se tem a mais absoluta certeza, foi feita para agradar patrão. E coração de patrão bate mesmo é no bolso. Raros os que preservam e incentivam seus recursos humanos. Mas, curiosamente, o empresariado está chorando na rampa. Isso porque também têm seus sindicatos, os patronais, e, como pau que bate em Chico bate em Francisco, perderam a contribuição sindical.
 
Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o fim da contribuição obrigatória fez cair em até 70% a arrecadação das entidades que representam os empregadores no País.
 
Para os nutellas, banhados a leite de cabra, sempre há uma saída. Com menos recursos, fizeram o que mais gostam: demitir funcionários. O problema, todavia, é a obrigação de cortar mordomias, viagens e eventos, normalmente suntuosos…
 
Informação de cocheira revela: jantares que reuniam os executivos do setor foram suspensos e viagens só em caso de urgência. Ou seja, sem lagosta e caviar, estão com dificuldades para sobreviver…
 
Da minha parte acredito que, agora, o governo neoliberal de Temer tem motivo para mexer nas regras da reforma trabalhista. Fará isto para resgatar a salubérrima receita dos sindicatos patronais. Já o dos trabalhadores, vítimas da fome, que tratem de ficar em pé…
 
 
Ramalho da Construção
Presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo

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