Pintando o recomeço!

De autoria da jornalista Ana Paula Bimbati, o Diário de S. Paulo, em sua edição do dia 2 de fevereiro, divulgou um artigo interessante, registrando que presas do sistema semiaberto deixam celas durante o dia para aprender uma profissão e, assim, terem mais oportunidades de voltar ao convívio social.
 
“Dentro desse projeto, desenvolvido pelo Governo do Estado de São Paulo, através de sua Secretaria de Administração Penitenciária, ao longo do ano passado 156 prédios públicos foram revitalizados. Tal fato ganha ainda mais importância quando se sabe que as tarefas realizadas fazem parte do leque de trabalhos oferecidos pelo setor da Construção Civil, do qual tenho grande conhecimento”, afirma o sindicalista e deputado estadual pelo PSDB-SP, Ramalho da Construção.
 
Para Ramalho, o governo está mais do que certo em investir na recuperação dos detentos. “Trabalho não mata ninguém. Reeduca, faz a pessoa dar valor à vida e ao próximo”, opina o parlamentar.
 
Até dia 30 de janeiro, o Estado de São Paulo tinha 39.580 detentos e detentas no sistema considerado semiaberto. Segundo o coordenador de Reintegração Social, Mauro Bitencourt, a ideia é dar formação e qualificação, seguidos de aulas práticas.
 
“O projeto não deixa, também, de ser uma forma de proporcionar melhor convívio social dentro da comunidade, onde, às vezes, nota-se preconceitos e bloqueios de diversos tipos”, salienta Mauro. E continua: “Hoje, nós estamos com mais de mil reeducandos e mais de 40 escolas recebendo revitalização. Vemos gente feliz pelo trabalho e reunimos, também, várias histórias de pessoas que saíram do sistema e conseguiram emprego”, conclui o coordenador.
 
 

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