Poço sem fundo

Foto: Marcos Santos/USP Imagens
 
O trabalhador brasileiro – que está empregado, lógico – continua exercendo suas funções com garra, raça e determinação.
Nem de longe é o culpado pela série de desmandos e falcatruas que atingiram o Brasil nos últimos anos, trágico resultado de uma insana luta pelo poder a qualquer custo.
Como numa luta livre, o telecatch de outrora, valeu de tudo: cadeirada, soco inglês, espremer limão nos olhos, morder testa…
A luta livre, todavia, era uma marmelada bem ensaiada. Já a da briga por poder, fez o sangue da selvageria respingar no povo, com desemprego e baixa qualidade de vida.
Para 2017, a situação não deve mudar quase nada. A tortura não vai acabar e, ao que tudo indica, a ausência de postos de trabalho será maior.
E tem mais, tem mais. Para pôr o Brasil nos trilhos, o governo quer mexer nos direitos de quem? Do trabalhador, óbvio, pois a elite ninguém afronta.
Os jornais noticiam que a administração temer revisou para pior a sua projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) de 2016 e de 2017.
Para este ano, o governo estima que a economia deva encolher 3,5% (a previsão anterior era de queda de 3%).
Já no ano que vem, a expectativa é de crescimento de 1%, menor que a projeção anterior, de 1,6%.
Os dados foram apresentados pelo secretário de política econômica do Ministério da Fazenda, Fabio Kanczuk.
O secretário disse que o governo tem condições de cumprir a meta de terminar 2017 com rombo de R$ 139 bilhões nas contas públicas. 
“As receitas dependem não apenas do comportamento do PIB, mas também do câmbio, da inflação e da massa salarial”, afirmou Kanczuk.
Atentem, companheiros, para o ingrediente final da receita governamental: massa salarial!!!
Massa se responde com massa. E eu aposto na vitória da população em massa nas ruas.
 
Ramalho da Construção
Sindicalista e deputado estadual pelo PSDB-SP

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