Previdência não é bondade governamental, mas resultado de luta do povo brasileiro

O atual governo age como se o Brasil não tivesse mais de 500 anos de história. Não. Para ele nada aconteceu em cinco séculos. O País acaba de nascer e, portanto, às favas com a memória.

O comando de Bolsonaro esquece fatos que formaram a Nação. Ora, a Previdência está longe de ser uma concessão governamental com pitadas de privilégios. Nada caiu do céu. Direitos sociais foram conquistados na raça. Chegaram a ser impostos às elites pela luta perene do povo trabalhador brasileiro. Por isso, a ameaça que paira no ar deve ser rechaçada, pois se baseia na falta com a verdade da história.

Argumenta-se, de forma unilateral, que há déficit no sistema previdenciário. A seguir, quer-se implantar um modelo neoliberal, de capitalismo selvagem, que prejudica a sociedade, em especial, os trabalhadores, que efetivamente produzem riquezas e constroem o Brasil.

Não poderia ser diferente. Diante da empáfia governamental, inúmeras e idôneas entidades, parlamentares e lideranças contestam o projeto de forma veemente. Sobra a pergunta inevitável: por que tanta pressa. Não seria bem mais adequado debater a questão com informações seguras, sem desencontros e contradições?

Acerta a Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) quando afirma que está se escolhendo o caminho da exclusão social.

“O debate sobre a Previdência não pode ficar restrito a uma disputa ideológico-partidária, sujeito a influências de grupos dos mais diversos interesses. Quando isso acontece, quem perde sempre é a verdade. O diálogo sincero e fundamentado entre governo e sociedade deve ser buscado até à exaustão”, afirma a CNBB.

Difícil não concordar, certo? A resposta a tão terrível estado de coisas é a mobilização ampla, geral e irrestrita da classe trabalhadora. Não podemos tolerar tão sombrio futuro a nossa gente.

Ramalho da Construção

Presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo

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