Previdência: pelo menos está havendo diálogo

Em reunião realizada no último dia 7 de junho com as centrais sindicais, o governo Temer já sinalizou que nem mesmo as propostas de reforma administrativa seriam capazes de acabar com o rombo da Previdência.
Não é bom sinal. Todavia, há avanços. Pelo menos a atual administração está se dispondo a manter diálogo com a classe trabalhadora, na base do olho no olho.
As centrais querem o fim da desoneração da folha de pagamentos; a venda de prédios abandonados do INSS; o refinanciamento de dívidas com contribuições atrasadas, além de ter parte da arrecadação com jogos de azar.
Para Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, “houve uma sinalização do governo de que essas medidas vão ser aceitas. Mas é preciso trabalhar em conjunto para novos cortes”.
“O fato de, segundo Paulinho, a administração Temer ter entendido que precisa arrumar a calçada para depois acertar o restante, dá um sinal de alento”, diz o sindicalista e deputado estadual pelo PSDB-SP, Ramalho da Construção. “Todavia, o governo é claro ao argumentar, como mencionado acima, que uma reforma administrativa não é suficiente para conter o déficit da previdência. E o que mais preocupa. A equipe de Temer, na reunião, não apresentou nenhuma proposta de reforma. Para o estranho silêncio afirma querer ouvir, ouvir e ouvir”, arremata o sindicalista e parlamentar.
Segundo Ramalho da Construção, só o povo nas ruas assegurará os direitos do trabalhador quando se aposentar.
“O problema é que os jovens, que serão os mais punidos com possíveis mudanças, sequer pensam na hipótese de que um dia vão envelhecer”, concluiu.

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