Previdência seria superavitária se governo cobrasse os devedores.

Foto: Marcos Santos / USP Imagens
 
A culpa, por exemplo, jamais provém da má administração dos recursos públicos, dos juros estratosféricos, da institucionalizada política da propina, desvios, caixa dois etc.
A Previdência é deficitária, bradam os governos, enquanto procuram, à mando das elites, subtraírem direitos do trabalhador, que, pelo jeito, só vai receber sua aposentadoria em outro nível espiritual, ou seja, no andar de cima.
Sempre tive grande apreço pelo senador Paulo Paim (PT-RS), por sua lucidez e por sua intransigente defesa da sociedade trabalhadora que, de forma direta, constrói esse País.
O senador continua em sua justa batalha por vezes inglória. Afirma que o discurso de que a Previdência é deficitária não passa de uma farsa.
Estou com ele em gênero, número e grau. E pergunto: Por que o Executivo jamais cobra as dívidas tributárias de grandes devedores para sanear as contas públicas?
Segundo Paim, a seguridade, que abrange saúde, assistência e previdência, seria superavitária com a cobrança de tais dívidas.
“É mais de R$ 1,3 trilhão de dívida atualizada. É só ir para cima e cobrar”, diz o senador.
Todavia, o Brasil é das elites. Só se cobra imposto de pobre. Rico não entra na ciranda dos deveres.
Paulo Paim ainda critica, com o meu particular aval, a terceirização da mão-de-obra no País, que ele considera prejudicial aos trabalhadores.
Um exemplo disso aconteceu, segundo ele, dentro do Senado.
Uma empresa prestadora de serviço, disse o senador, fechou as portas e não pagou os direitos devidos aos funcionários. E essa dívida, segundo Paulo Paim, vai ser paga pelo Senado, por força de lei.
Esse truque, infame, acontece o tempo todo em diversos segmentos da economia, em especial na Construção Civil, que conheço a fundo, onde maus empresários driblam direitos de seus recursos humanos de forma permanente e sem punição, diga-se.
 
Ramalho da Construção
Sindicalista e deputado estadual pelo PSDB-SP
 

 

siga-nos