Reforma Trabalhista é aprovada no Senado Federal

Após uma sessão agitada, que durou mais de 11 horas, com protestos, correria e gritaria, a reforma trabalhista foi aprovada, nesta terça-feira, 11, no Senado Federal. O texto recebeu 50 votos a favor, 26 contra e uma abstenção. No entanto, para entrar em vigor, a medida aguarda sanção presidencial.
 
O presidente do Sintracon-SP, Ramalho da Construção, lamenta a aprovação da medida. Segundo ele, a medida acaba com toda a luta do movimento sindical durante os últimos 100 anos.
 
“Se a reforma for sancionada pelo presidente Michel Temer, os trabalhadores serão levados a uma escravidão um pouco pior do que na época da Lei Áurea. Quer dizer, a luta que os trabalhadores e o movimento sindical tiveram ao longo dos últimos 100 anos, estará sendo jogada no lixo”, afirma Ramalho.
 
 Resistência
 
As Centrais Sindicais vão se reunir com o presidente Michel Temer e com o Ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, na próxima semana para discutirem as alterações no texto da reforma trabalhista.
 
Entre os principais pontos a serem alterados estão a homologação da rescisão, que no relatório da reforma deixa de ser obrigatória; o trabalho intermitente, que permite o empregador conceder um contrato sem horário fixo; a vedação ao trabalho de gestantes e lactantes em local insalubre; e a contribuição sindical, uma das receitas dos sindicatos.
 
“Estaremos mais fortes do que nunca. Mesmo com a aprovação da reforma, vamos lutar o máximo possível para garantir os direitos mais importantes da classe operária. Nós, sindicalistas, estaremos com vocês, trabalhadores”, afirma Ramalho.

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