Rombo de pedalada, vale. Para aposentadoria, jamais!

A presidente Dilma Rousseff converteu em lei o texto da Medida Provisória 676/2015, que criou uma nova fórmula para o cálculo de aposentadorias conhecida como regra 85/95.
E o fez desgraçadamente, como sempre, com muitos vetos que ferram a vida dos aposentados.
Entre eles está o dos dispositivos que instituíam a chamada “desaposentação”, possibilidade de recálculo do benefício que seria dada a pessoas que continuam a trabalhar mesmo depois de aposentadas.
Dima teme um rombo nas contas do governo. Quer dizer: “Rombo para pedaladas fiscais e consequente reeleição, vale. Já para quem trabalhou a vida toda, não.
A verdade é que a regra básica do sistema 85/95, que as centrais trabalhistas desejavam, ficou desfigurada.
A reedição da proposta, agora transformada em lei, inclui nessa regra um escalonamento que aumenta o tempo de contribuição e de idade necessários para a aposentadoria, considerando o aumento da expectativa de vida do brasileiro.
Diz a revista Veja que, pela nova lei, a fórmula 85/95 só será aplicada na íntegra se houver um tempo de contribuição mínima de 35 anos, no caso dos homens, ou de 30 anos, no caso das mulheres.
Se esse tempo de contribuição não for atingido, mesmo que a soma da idade com a contribuição atinja o patamar 85/95, incidirá sobre a aposentadoria o fator previdenciário, que reduz o valor do benefício.
Outros vetos
“O texto sancionado traz outros vetos, como a dispositivos que garantiriam condição de segurado especial a dirigentes e membros de cooperativas de crédito rural, que ampliariam as hipóteses de concessão de seguro-defeso e que criariam critérios específicos para seguro-desemprego de trabalhador rural, entre outros”, relata a Veja.
E eu pergunto: Em meio a isso tudo, que vantagem Maria leva?

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