Sem emprego, sem dinheiro, sem segurança

Não é só desemprego e falta de dinheiro para sobreviver. Estamos observando consequências diversas nas relações entre o capital e o trabalho promovidas pelo neoliberalismo do Governo Federal. Está em curso um verdadeiro desmonte do Ministério do Trabalho e da Fundacentro. E isto enfraquece sobremaneira a fiscalização de segurança nos postos de trabalho, causando acidentes, por vezes fatais.

 
A terceirização desenfreada, por exemplo, tem gerado um expressivo aumento nas ocorrências de doenças no ambiente de produção, devido à precarização dos locais de trabalho.
 
Entidades que participam de reuniões sobre o assunto, entendem que, diante da conjuntura nacional, perversa e nociva, as ações de promoção e prevenção em saúde do trabalhador deve ser prioridade do movimento sindical, pois nesse momento com o crescimento dos acidentes e doenças do trabalho, é onde o trabalhador mais irá buscar amparo em suas entidades sindicais.
 
Uma atividade importante deve acontecer no próximo 28 de abril, quando as centrais trabalhistas farão um manifesto sobre a caótica situação.
 
Trocando em miúdos, o cidadão vai trabalhar para garantir pão na mesa da família e não sabe se volta. E, pior, se vê na obrigação de se expor tanto assim para driblar a fome e assegurar seu emprego.
 
Bons trabalhadores se fazem com bons salários e segurança. Mas tal raciocínio nunca é levado em consideração pela classe dominante. Um absurdo!
 
 
Ramalho da Construção

 

Presidente do Sintracon-SP

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