SÉRIE APOSENTADOS – O guerreiro que enfrentou as ruas de São Paulo

13/01/2017 – ASSESSORIA DE IMPRENSA
 
Antônio Olímpio Rosa, com seus 68 anos, tem bagagem suficiente para escrever uma história de superação. Sabe por quê? Ele nasceu no interior de Minas Gerais, em uma cidade pequena e desconhecida, que nem lembra o nome. Em vez de estudar, a pedido dos pais, teve que trabalhar na roça para complementar a renda familiar.
 
Ao completar 16 anos de idade, realizou um grande sonho: mudou-se para São Paulo. Contudo, nada foi como o esperado, Antônio, sem dinheiro, teve de morar na rua.
 
O companheiro, emocionado e com a voz embargada, conta que esse período não foi nada fácil. “Passei fome, frio e sofri demais na calçada”, conta.
 
Enquanto caia a primeira lágrima, ele dizia: “Eu me sentia mal naquela situação, mas sabia que era necessário ficar ali e aguardar uma oportunidade”.
 
Foram dois anos de luta, até que uma mulher sentiu-se impressionada com a situação de Antônio e decidiu o tirar da calçada.
 
“Ela me acolheu. Eu dormia, comia e tomava banho em sua casa. Seu marido, um homem de bom coração, me empregou na empresa onde ele trabalhava. Foi aí que comecei a traçar a minha carreira de ajudante de pedreiro, profissão que me aposentou”, comenta o companheiro.
Hoje, mesmo aposentado, Antônio continua trabalhando, mas como auxiliar de limpeza. Por causa da diabetes e pressão alta, ele gasta boa parte do salário em remédio, já que nem sempre os postos de saúde da capital disponibilizam os medicamentos necessários.
 
Antônio venceu conforme as suas expectativas. Realizou seu sonho de morar na capital paulista e hoje, indiscutivelmente, ensina o verdadeiro sentido da vida. “Ser feliz e correr atrás dos objetivos que traçamos”, resume.
 
Guerreiro
“Antônio é boa gente. Escolheu esperar e continuar a vida com muita garra, sempre esperançoso. É, acima de tudo, guerreiro e exemplo de um trabalhador da construção civil”, avalia o presidente do Sintracon-SP -Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo, Antonio de Sousa Ramalho, o Ramalho da Construção.
 
LEGENDA
Antônio Olímpio Rosa: “Passei fome, frio e sofri demais na calçada”

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