Sindicalismo busca alternativas e demonstra que está vivo

Como todos sabem, o sindicalismo vive um momento difícil. Vem sendo atacado, por todos os lados, pelo governo neoliberal de Michel Temer, que defende as elites em detrimento dos interesses do povo brasileiro. A fórmula escolhida por Brasília passa pela precarização dos direitos trabalhistas e o enfraquecimento dos sindicatos, lógico.
Só a união das centrais sindicais em torno de projetos comuns pode parar tal ataque e salvar o brasileiro da clausura. E isso, felizmente, está acontecendo.
Pela reforma trabalhista, o imposto sindical acaba em novembro próximo. Há, portanto, que se pensar numa fórmula de se manter os sindicatos, com representatividade, economicamente saudáveis.
A Força Sindical e a UGT (União Geral dos Trabalhadores) estão negociando a criação de uma nova contribuição sindical. A ideia é substituir todos os pagamentos que, atualmente, são recolhidos para os sindicatos.
Contribuição negocial
O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, disse que as centrais buscam uma contribuição negocial, que só será cobrada após aprovação de forma democrática, em assembleia.
“Queremos definir um quórum para aprovar. O percentual também sairá da assembleia”, salienta Paulinho, afirmando que esse modelo já vai considerar a prevalência das negociações, que passam a ter mais peso do que a legislação, mudança também feita na reforma.
A hora é de luta. O sindicalismo conhece suas diferenças internas. Precisa, entretanto, trabalhar no que os une: a defesa intransigente da classe trabalhadora.
Mudar é preciso. O sindicalismo deve levar o diálogo adiante, buscando o consenso. Coisa que a tropa de choque neoliberal não fez, empurrando prato feito goela abaixo da classe trabalhadora.
Ramalho da Construção
Sindicalista e deputado estadual pelo PSDB-SP

 

 

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