Sindicato para quatro obras nesta segunda-feira

A primeira semana de maio começou agitada no Sintracon-SP (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo). Nesta segunda-feira (06), quatro obras foram paralisadas, pois empreiteiros não aceitaram assinar o acordo coletivo deste ano, que, dentre os itens, está o registro, no holerite de pagamento, das tarefas e horas extras e a extinção dos marmitex.

De acordo com o presidente do Sintracon-SP, Ramalho da Construção, o primeiro canteiro paralisado foi o da Construtora Cyrela, localizado na Rua Alpes. Depois, as Equipes de Visitações em Obras, compostas pelos assessores do Departamento de Base, liderados pelos diretores da entidade, fizeram greve em outras duas obras da Cyrela, uma na Rua Bela Vista e a seguinte na Rua Quatá. A quarta obra, por sua vez, pertence a Construtora Toledo Ferrari e fica na Rua Martim Burchard.

A onda de paralisações acontece nas vésperas do anúncio da nova convenção coletiva. O Sintracon-SP, segundo Ramalho da Construção, promove as greves nas obras onde há empreiteiras que ainda não assinaram o novo acordo coletivo elaborado pelos trabalhadores e pelo sindicato.

“Sem a assinatura dessas empreiteiras, travamos as negociações da nova convenção coletiva. Não podemos fechar os benefícios e direitos da nova convenção só para alguns trabalhadores, temos de findar para todos. Por isso, nos últimos dias está havendo muita greve”, explica o presidente Ramalho da Construção.

O Sintracon-SP anuncia que as obras não voltarão às atividades enquanto as empresas não assinarem o acordo coletivo deste ano.

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