Sindicato quer disciplina e consideração na Construção Civil

Até o momento, 57 já morreram por Covid-19 no setor da construção civil de São Paulo: 39 operários, cinco empreiteiros e 13 familiares. 

O Sintracon-SP, sindicato dos trabalhadores da categoria, credita tais números à atuação de maus empresários, que pensam apenas em lucros, em detrimento à qualidade de vida de seus colaboradores. 

“Os trabalhadores estão operando normalmente. Ainda no final do último fevereiro, o sindicato apressou-se em analisar e fechar, junto ao setor patronal, aditivos necessários à flexibilização da Convenção Coletiva. Criou-se um Fórum de Combate ao vírus, observando distanciamento, uso de máscaras, adequações de turnos, horários e testes preliminares em colaboradores. 

Alguns maus patrões não seguiram o pré-determinado”, afirma Ramalho da Construção, líder dos trabalhadores. Segundo ele, esses péssimos patrões aproveitaram que o governo caracterizou a categoria como essencial e carregaram na jornada. Alguns canteiros estão operando 24 horas por dia. 

“É um crime, não só com os recursos humanos, mas, também, para com a vizinhança da obra, mergulhada em um barulho infernal, incluindo estabelecimentos de saúde”, diz Ramalho.

 Diante de tal quadro, o Sintracon-SP exige:

. Jornada de trabalho das 7 às 18 horas, com atividades que causam ruídos e transtornos só a partir das 9 horas;

 . Respeito amplo, geral e irrestrito à quarentena da sociedade.

 O sindicato se utilizará de redes sociais direcionadas para se comunicar com a população que reside nas redondezas de certas obras. O fluxo de comunicação servirá para denúncias aos poderes públicos e, também, para manifestações de repúdio à distância, como panelaços, por exemplo” conclui Ramalho.

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