Sindicatos enfraquecidos, trabalhadores desamparados

Não há diálogo. Nunca d’antes na história um governo demonstrou tanto descaso para com a classe trabalhadora e seus representantes, as centrais trabalhistas e os sindicatos. Joga para o capital, para os ricos, para os patrões, achando que, com isso, vai gerar mais empregos e renda.

Os resultados, em números, demonstram o contrário. Se surge posto de trabalho ele é informal, sem carteira assinada e quaisquer direitos para quem sai de casa de madrugada, chacoalha em trens e ônibus, tem árdua jornada e chega em casa sem esperanças de dias melhores.

Mas, para o capitão do apocalipse, as coisas sempre podem piorar. Tem lá na Secretaria de Trabalho e Previdência Social, um Grupo de Altos Estudos do Trabalho, denominado GAET.

Ele é formado por ilustres juristas, magistrados e pesquisadores. Mas e a voz do trabalhador? Não, não é ouvida. Até porque a composição do GAET não conta com representantes das entidades de defesa da classe

trabalhadora. Ou seja, é cadeira de três pernas, dessas que não se sustenta.

Portanto, a criação do grupo é autoritária. Despreza as boas práticas de participação e diálogo social preconizadas pela OIT (Organização Internacional do Trabalho).

Com seu objetivo de avaliar o mercado de trabalho brasileiro, sob a ótica da precarização do emprego e das relações de trabalho, o GAET enfraquece ainda mais o movimento sindical, dando continuidade à retirada dos direitos da classe trabalhadora.

O cenário é claro. E reflete desesperança em melhores dias.

Ramalho da Construção

Presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo


 

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