SindusCon-SP e Sintracon-SP apoiam ao desempregado da construção

Diante da crise econômica e dos altos índices de desemprego, o SindusCon-SP e o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo (Sintracon-SP) assinaram ontem (7) protocolo de intenções pioneiro para desenvolver ações que contribuam com a valorização, desenvolvimento e aprimoramento do trabalhador.

“Nós não podemos ficar indiferentes diante do desemprego massivo que a crise provocou na indústria da construção. Um dia esta crise passará e as empresas voltarão a demandar mão de obra produtiva e capacitada. Por isso, nos unimos neste programa que juntará resgate da autoestima do trabalhador com treinamentos para sua futura reinserção no mercado de trabalho”, avaliou o presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto.

Na opinião do vice-presidente de relações Capital-Trabalho e Responsabilidade Social, Haruo Ishikawa, “esse é um momento difícil para os trabalhadores demitidos. Temos o interesse mútuo, tanto o sindicato patronal com o dos trabalhadores, de realizar algo para que consigam passar por essa crise”.

As propostas serão atendidas em duas etapas. A primeira começou ontem com a realização de palestra orientativa da executiva de Recursos Humanos do SindusCon-SP, Daniella C. Cabral, com as lideranças dos trabalhadores. “Em momentos de crise é fundamental focarmos em oportunidades. E assumir o papel de protagonista neste cenário é essencial para se reinventar na carreira.”

A segunda etapa prevê a formação de um grupo de trabalho para realização de treinamentos e capacitação do trabalhador. A ideia é convidar parceiros como Serviço Social da Construção Civil do Estado de São Paulo (Seconci-SP) e outras entidades que tenham condições de agregar conhecimento.

Segundo o vice-presidente de Relações Capital-Trabalho e Responsabilidade Social, Roberto José Falcão Bauer, os projetos visam atender os trabalhadores que estão incluídos no Programa de Proteção ao Emprego (PPE) e os desempregados. “Cada um de nós tem um potencial grande. É preciso tomar iniciativa e lutar, promover a reciclagem do conhecimento, se fortalecer e não deixar se abater pela visão negativista da crise.”

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