Tendas vão ser erguidas em UBSs com 40% de pacientes com dengue

A Secretaria Municipal de Saúde estabeleceu, ontem, os parâmetros que vão definir a necessidade de instalação das tendas de hidratação para tratamento de quem está com dengue na cidade de São Paulo.
Neste ano, as estruturas provisórias serão acopladas às UBSs (Unidades Básicas de Saúde) onde o número de atendimento de vítimas suspeitas de ter sido picada pelo Aedes Aegypti supera 40% do total de consultas do posto de saúde.
Os dois primeiros espaços provisórios começam a funcionar no próximo dia 23, em Lajeado e Penha, ambos bairros da Zona Leste. Os distritos ocupam os primeiros lugares na lista dos mais atingidos pela doença no último boletim da Prefeitura divulgado na semana passada.
A expectativa da Secretaria Municipal de Saúde é instalar outras 12 tendas, duas a mais do que o previsto inicialmente, no plano de ação apresentado em novembro do ano passado.
No Lajeado-bairro em que já foram confirmados 51 casos da doença- a tenda será erguida ao lado da UBS Vila Chabilândia. A unidade é localizada no centro do bairro e uma das que mais teve aumento de pacientes com suspeita da doença.
“A unidade Chabilândia fica perto das vilas Aurora e Etelvina. De todos os casos identificados em Lajeado até agora, 60% são de moradores desses dois bairros”, destacou Jorge do Carmo, coordenador do Comitê de Combate à dengue da Subprefeitura de Guaianazes.
Somente na manhã de ontem, dois pacientes acabaram transferidos às pressas da AMA (Assistência Médica Ambulatorial) integrada à UBS Jardim Etelvina para hospitais da região. A unidade de urgência e emergência é a única do bairro.
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A Penha também vai receber a primeira tenda no dia 23 de fevereiro. O Bairro está na vice-liderança de casos de dengue até a 3ª semana epidemiológica. Até o último dia 23 de janeiro, 18 pessoas foram infectadas pela doença. Ainda está sendo definida qual UBS vai receber a estrutura provisória no bairro. Assim como no ano passado, as tendas serão administradas por hospitais parceiros da Prefeitura, como Albert Einstein e Sírio Libanês.
Na próxima semana, a pasta da Saúde vai definir os parceiros que vão fazer a gestão de cada uma das 14 unidades-caso sejam necessárias instalar todas as previstas.

Fonte: Jornal Diário de São Paulo, 13.02.2016

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