Trabalhador sem carteira ganha 44% menos que empregado formal, aponta IBGE

De acordo com pesquisa do IBGE, no 4º trimestre de 2017 a média de rendimento mensal do trabalhador com carteira assinada era de R$ 2.090,00. Já o dos empregados sem carteira assinada era de R4 1.179,00.
 
Ou seja, quem executa suas funções na informalidade, recebe 44% a menos que o profissional formal. mais: quem navega pelo mar da informalidade sofre para ultrapassar fortes ondas como ausência de férias proporcionais, 13º salário, FGTS e aposentadoria.
 
Deve-se isso, claro, à reforma trabalhista do governo Temer, para quem democracia é a arte de governar um poder que emana das elites, para as elites e pelas elites.
 
E a situação só piora. No mesmo trimestre do ano anterior, a distância entre o valor pago (já descontada a inflação) era menor, de 40,5% ou R$ 818.
 
Vale ressaltar a opinião do coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azevedo: “O trabalho sem carteira assinada é ilegal e vai pegar ocupações mais precárias, menos qualificadas, por isso o rendimento é menor”.
 
De 2014 e 2017, o país perdeu, em função da crise econômica, cerca de 3 milhões de postos de trabalho com carteira assinada. Com isso, aumentou o número de trabalhadores contratados sem carteira assinada e por conta própria.
 
Segue o enterro da classe trabalhadora promovido pelo neoliberalismo selvagem, que não paga sequer as velas da capelinha.
 
 
Ramalho da Construção

 

Sindicalista e deputado estadual pelo PSDB-SP

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