Trabalhadores aderem à greve e lutam contra reformas

Os trabalhadores da construção civil de São Paulo, mais uma vez, mostraram suas insatisfações e lutaram contra as reformas que limitam seus direitos. Nesta sexta-feira, 28, a maioria das obras da capital não funcionaram, pois os operários se uniram pela paralisação geral contra as reformas que tramitam no Congresso Nacional.


De acordo com a Base -Departamento que visita os canteiros de obras da base territorial do Sintracon-SP (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo), os operários decidiram atender as reivindicações do sindicato para consolidar as lutas e defender os interesses da classe trabalhadora.

 

O presidente do Sintracon-SP, Ramalho da Construção, para acompanhar o andamento da greve, compareceu na obra da Odebrecht, em Santo Amaro. O canteiro possui mais de 1000 operários e, nesta sexta-feira, nao se ouvia ruídos, marteladas e muito menos as máquinas em operação.

 

“Fico feliz em perceber que os operários ouviram as recomendações da Força Sindical e do Sintracon-SP, e não vieram trabalhar. Dessa forma, vamos continuar na luta contra os interesses do Governo Federal em tirar os direitos dos trabalhadores. Só assim, de braços cruzados, conseguiremos expor nossa insatisfação”, declara Ramalho.

 

Reforma Trabalhista

 

Na terça-feira, 27, um dia antes das paralisações, os parlamentares aprovaram, na Câmara dos Deputados, o relatório da reforma Trabalhista, enviado pelo relator do processo Rogério Marinho (PSDB-RN). No entanto, o relatório tramita no Congresso Nacional e, para entrar em vigor, precisa da aprovação do Senado Federal.

 

“A nossa única esperança está depositada no Senado. Nós, trabalhadores, aposentados, estudantes e sindicalistas, esperamos que os interesses dos empresários não sejam mais fortes do que a honestidades dos senadores que nos representam na Casa”, afirma o presidente.

 

Luta

 

Segundo Ramalho, a luta continua durante a próxima semana. “A batalha será constante. No dia 1º de maio, a Força Sindical realiza a Festa do Trabalhador para celebrar a data que representa os homens e as mulheres que vivem todos os dias em busca da produção, com o intuito de evoluir, cada vez mais, os recursos da cidade. A festa será muito importante. Entretanto, o foco será expor o nosso descontentamento com as reformas Previdenciária, Trabalhista e a manutenção da lei da terceirização. Vamos à luta, trabalhador”, conclui o presidente.

 

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