“Vamos dar uma chance ao país”, Diz Aécio a sindicatos

Dirigentes de entidades filiadas à Força Sindical e outras três centrais promoveram, ontem (dia 8 de abril), um grande ato a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff. O evento, que contou com participações de políticos como o senador Aécio Neves, presidente do PSDB, e do deputado federal Paulinho da Força, líder do Solidariedade, reuniu 2,3 mil pessoas na sede do Sintracon (Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo, no Centro.
“Diziamos quer o Brasil estava para entrar em recessão, e o governo desmentia. Agora, vamos buscar outros parlamentares para aprovar o impedimento da presidente. Vamos dar uma chance ao Brasil”, disparou durante seu discurso o tucano se referindo à campanha eleitoral de 2014, quando foi derrotado pela petista.
Paulinho destacou que um dos objetivos do evento foi ressaltar que nem todas as entidades de classe adotaram a tese de golpe, propalada pelo Planalto. “Resolvemos fazer este ato para deixar claro que somos a favor do impeachment da presidente Dilma, principal responsável pela crise econômica que tem acabado com os empregos no país. Serviu, ainda, para diferenciar as posições e mostrar que não é verdade que todos os sindicalistas eram a favor da Dilma e do PT”, declarou.
MANIFESTO
Na manifestação, foi lançado um manifesto para o Brasil voltar a crescer e gerar empregos. O documento traz propostas de mudanças na política econômica, além da adoção de políticas de incremento à geração de trabalho, renda e direitos sociais, entre outras medidas. O texto ressalta a importância de o país adotar uma agenda voltada para o desenvolvimento e o crescimento econômico.
A intenção das centrais sindicais é entregar o documento a Michel Temer, vice-presidente, vice-presidente, caso ele assuma o poder em uma eventual saída de Dilma. O presidente do Sintracon, Antonio de Sousa Ramalho, descreveu o atual momento da área que representa no estado.
“O setor da construção civil vive um momento dramático por causa deste governo. Só no ano passado foram 500 mil demissões. Só com o impeachment é que a economia voltara a crescer e gerar empregos”, disse.
Durante as falas, outros sindicatos enfatizaram o sofrimento dos trabalhadores que foram mandados embora. E outros que, apesar de empregados, enfrentam inflação alta.
“Impeachment já e “Fora Dilma” foram as palavras de ordem mais repetidas no evento que lotou o auditório do Sintracon-SP e também a rua Conde de Sarzedas (próximo à praça da Sé), que foi fechada. O ato reuniu 44 sindicatos de diferentes categorias como metalúrgicos, químicos, construção ciil, têxtil entre outros.
Também participaram o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) e os deputados federais Roberto Freire (PPS-SP) e José Aleluia (DEM-BA).

Fonte: Jornal Diário de São Paulo 11.04.2016

 

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