Verba que deveria ser aplicada em saneamento fica parada no FGTS

Metade da população brasileira não conta com coleta de esgoto. E apenas um quarto vive em localidades que reúnem condições de tratamento.
Esse total absurdo foi constatado pelo Instituto Trata Brasil e revela o pouco caso do governo federal quanto à saúde e o bem-estar da sociedade. A mesma sociedade que teima em afrontar com sucessivas denúncias de desenfreada corrupção.
Além de atentar para esse problema, o sindicalista e deputado estadual (PSDB-SP), Ramalho da Construção, afirma:
“Os R$ 14 bilhões em recursos orçamentários do FGTS de 2015, que seriam destinados às áreas de infraestrutura e saneamento básico pelo governo petista de Dilma Roussef, permanecem intocáveis. A presidenta, portanto, nada fez. Só sabe defender seu trono com unhas e dentes. Enquanto isso, o povo naufraga no esgoto. Povo trabalhador que, aliás, é dono do dinheiro do FGTS”, salienta Ramalho.
Como possível razão para tal desmando, Ramalho lembra de um jargão muito utilizado por velhas raposas políticas: “Obras de saneamento não dão votos, pois são enterradas e ninguém vê”.
Será o caso de um partido que se diz dos trabalhadores? Um partido de esquerda, com alvo no desenvolvimento social?
A resposta, Ramalho é quem dá. Para ele, o PT de hoje está longe de seu ideário inicial. Caiu na vala comum daqueles que querem o poder pelo poder e dele não se apartam nem por decreto. “É o triste fim de um sonho”, constata.
Na área de infraestrutura, o problema hoje está relacionado à paralisação dos investimentos no país, por causa da Operação Lava Jato e das incertezas econômicas.
Além desses recursos, há ainda R$ 22 bilhões do FI-FGTS (fundo de investimento do FGTS) em crédito para operações de infraestrutura, também sem contratação.
“O Brasil parou. Em suas ruas e avenidas o que vemos é o desfile de insatisfação dos enganados. Quem criou a Lava Jato não foi o povo, mas o governo”, conclui Ramalho da Construção.

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