Vergonha. Taxa Selic aumenta pela sexta vez seguida e vai a 13,75% ao ano!

Não adianta. O Brasil quer ficar acomodado onde está, ou seja, na mais absoluta crise institucional e, principalmente, financeira. No último dia 3 de junho, o Banco Central reajustou os juros básicos da economia. Para cima, lógico, pois desgraça pouca é besteira.
“A taxa Selic, agora, está em 13,75% porque o cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação assim exigem”, disse o BC.
Creio, companheiros e companheiras, que a decisão é um desastre.
O Brasil continua com a maior taxa de juros do mundo e esta é a sexta vez consecutiva que o Copom premia os especuladores em detrimento de quem, de fato, produz.
Um País desse tamanho, que não tem terremoto, furacão, neve ou tsunami, fica parado, ou melhor, deitado em berço esplêndido…
Se bem que aqui convivemos com a falta de governança, devidamente recheada por falcatruas e corrupções, do PT de Dilma Rousseff.
A atividade econômica vai de mal a pior. No primeiro trimestre de 2015, nosso PIB foi negativo: -0,2%. A indústria sofre e o trabalhador, então, vive as agruras do desemprego, que cresce de forma irrefreável.
Os reflexos da crise se estende para o consumo das famílias, que recuou, segundo dados oficiais, 1,5% nos três primeiros meses do ano em curso.
Lembro de uma história, piada, que volta e meia eu me lembro.
Certo dia, pai e mãe foram ver o filho desfilar numa parada militar. Daí, então, a mãe vira para o pai e diz: “Querido, você percebeu que o nosso menino é o único que marcha certo no batalhão?”.
Pois bem, a obtusidade córnea transmite, infelizmente a realidade da Nação.
No mundo inteiro assistimos países reduzindo taxas de juros para os efeitos da crise financeira.
Já no Brasil, como bem alerta Miguel Torres, o presidente da Força Sindical, os senhores da economia dão as costas aos problemas da população e dos trabalhadores, ameaçados de perder os seus empregos.
No lamentável quadro atual, é preciso reduzir a dívida pública, estimular a produção industrial, aumentar o consumo, fazer girar a roda do progresso e, assim, gerar empregos de qualidade.

Ramalho da Construção
Sindicalista e deputado estadual (PSDB-SP)

 

 

siga-nos