Por Ramalho da Construção
A construção civil é um dos setores que mais emprega no Brasil, mas também é um dos que ainda enfrentam altos índices de informalidade. Milhares de trabalhadores seguem atuando sem carteira assinada, sem direitos e sem proteção. Essa realidade precisa ser enfrentada com seriedade e responsabilidade.
Quando o trabalhador está na informalidade, ele perde muito. Não tem garantia de férias, 13º salário, FGTS, descanso remunerado e, principalmente, não contribui para o INSS. Isso significa insegurança hoje e um futuro incerto amanhã. Em caso de acidente, doença ou na hora de se aposentar, quem trabalha informalmente fica desprotegido.
Na construção civil, onde o risco de acidente é maior, a informalidade é ainda mais grave. Sem registro, o trabalhador fica à margem da lei, muitas vezes sem acesso a atendimento adequado, afastamento remunerado ou estabilidade após um acidente de trabalho. É o trabalhador assumindo todo o risco, enquanto outros ficam com o lucro.
A informalidade também prejudica o conjunto da sociedade. Quando não há contribuição para a Previdência, o INSS perde arrecadação, o sistema fica mais pressionado e cresce o discurso de que a Previdência é deficitária. Na prática, parte desse problema está justamente na falta de registro e no descumprimento da legislação trabalhista.
O Sintracon-SP defende com firmeza o trabalho formal, com carteira assinada, direitos garantidos e contribuição regular ao INSS. Formalizar não é custo: é investimento em segurança, justiça social e desenvolvimento do país.
É papel do sindicato denunciar irregularidades, orientar os trabalhadores e cobrar fiscalização. Mas também é fundamental que o próprio trabalhador entenda a importância de exigir seus direitos e não aceitar a informalidade como algo normal.
A construção civil precisa crescer com responsabilidade. Não é aceitável que obras avancem enquanto direitos ficam para trás. Combater a informalidade é proteger o trabalhador hoje, garantir aposentadoria amanhã e fortalecer a Previdência Social.
Seguiremos firmes nessa luta. Porque trabalho digno só existe com direitos, proteção e respeito.